quarta-feira, 25 de julho de 2012

Vampiros do meio-dia e A noite é para os amantes

                                                                           Vampiros do meio-dia
                                                      

Correndo as dez horas da manhã.  Fugindo desesperado em busca de um abrigo que me mantivesse longe deles.            Longe dos pensamentos que colocavam na minha cabeça.
Malditos!  Estavam em todo o lugar mas não via ninguém.  Me atormentavam com seus gritos de ódio e repulsa.
Queriam que eu pulasse para um abismo, uma ponte ou na frente de um carro.  Forçavam a minha morte...    morte humana... querem que eu me alie, querem que eu faça parte deste covil. 
Pessoas caiam na minha frente, sem pensamentos olhos paralisados. E eu pensava que eles só viviam a noite.    Como eu estava enganado.  A horas, o tempo, isso não fazia diferença.  A caça era feita conforme a fome que eles  tinham. 
A mulher que estava na minha frente, me olhava e invadia meus pensamentos colocando palavras na minha  boca, me oferecendo como alimento. 
Devorem-me... não... eu não estou dizendo isso.  Tento impedir a minha mente de pensar.  Nada adianta.
Eles invadem tudo.  Percorrem cada milímetro do meu cérebro. 
Não tendo escolha, me jogo nas vidraças da loja, ferindo meu corpo com os vidros, chamo a atenção de todos e eles se afastam.
Na ambulância, o paramédico diz que estou salvo e olhando para o pescoço dele vejo um colar.
- O que é isso que está usando? - perguntei.
- Uma pedra... Cactonita. Usada em vários talismãs para proteção.  Ela... pura... protege monstros que dominam a mente e a energia. Eu estou aqui para ofertar essa pedra. Use contra eles.
Ao dar-me a pedra o paramédico, mandou parar a ambulância e após cuidar dos arranhões feito pelo vidro. fui liberado.
Eles não apareceram mais.  Mas, as vezes sinto eles perto.  A pedra queima. 
Eu sei que eles voltarão.


                                                                             A noite é para os amantes
                                                          
   Estar naquela mesa ao lado dele acariciando os seus cabelos ao som do Rock n' roll deixava um ar de prazer e satisfação. Me sentia uma mulher de sorte envolvendo-me em seus braços e abraços.
As vezes eu engasgava e algumas palavras não saiam. Mas era por causa do meu sentimento de querer mais, de possuir mais.
Eu sabia que nao podia ficar tão envolvida... Eu Sabia?... Não queria saber queria era mais e mais e não importava mais nada a não ser estar ali aproveitar cada segundo daquele momento tão extraordinário e inexquecível.
Cada um de nós tem a sua própria vida mas quando estamos juntos é como se as nossas vidas não importasse naquele momento.
Em cada beijo eu escutaca as cadeiras e mesas caindo, os sons de algumas pessoas gritando de dor do prazer não importava... Eu só tinha olhos para ele naquele momento.
Ele estava me falando de tudo do nosso passado as vezes coisas que a deixavam triste outras que o deixavam muito feliz por lembrar. Mas o importante é que eu queria que aquela noite fosse a melhor de todas.
Os homens e mulheres estávam jogados no chão, o banquete de sangue era tão intenso que cheguei a ficar com água na boca... mas era também por causa dos seus beijos. Beijos que me tocavam a alma. Senti novamente o toque do amor. Só ele conseguia fazer isso. Tocar em mim... Por dentro. Uma magia que só ele sabia como fazer.
Sinto o sangue de todos naquele restaurante... O cheiro me enchia de prazer.
Um dos garçons que limpava a  boca do sangue dos fregueses se aproximou e anunciou:
- Lord, o banquete está servido!
Eu agradeci e ele, sorrindo disse:
- E a banda que toca?
- Vamos poupá-los! Afinal... Eles tocam rock and roll.